
O trabalho, embutido na base das 5 rampas que circundas o prédio internamente, foi uma das últimas criações de Miró, encomendado por Thomas Messer, então presidente da Fundação Solomon R. Guggenheim, como uma homenagem póstuma a Alicia Patterson, mulher de Harry Guggenheim.
Foi executado entre 1965-1967, tem cerca de 7 metros de largura com 190 plaquetas de cerâmica moldadas por um ceramista espanhol - amigo de Miró - chamado Josep Llorens.
É uma peça absolutamente característica de Miró, que criou uma cosmologia de seus próprios símbolos-cores - um fundo cinza, que adquire tonalidades prateadas conforme a incidência da luz, com taços e pontos emblemáticos em amarelo, preto, vermelho e azul. No meio foi grafado o nome Alice.
Houve quem reclamasse da grafia do nome da homenageada. Pediram revisão. Teimoso, Miró rebateu dizendo que havia feito uma "interpretação livre" e recusou-se a correção. Foi preciso muita lábia de Messer para convencer Miró mudar o original. Miró, então, elaborou o painel da seguinte maneira: dependendo do lado que se olha, pode-se tanto ler Alice quanto Alicia.
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