

Aliás, já mencionei Magritte aqui quando falei sobre o filme The Thomas Crown affair.
A próxima postagem vai tratar, portanto sobre Magritte, que disse:
"tudo quanto vemos esconde outra coisa; adoraríamos ver
o que aquilo que vemos esconde de nós..."
Baseado no livro MAGRITTE, de Marcel Paquet, da coleção TASCHEN
(Perspicácia)
(Reprodução Proibida)(O Espelho falso - 1935)
(O Elogio da Dialética - 1936)nos mostra sua predileção aos pensadores. Hegel foi o expoente da dialética filosófica e é outra vez inspiração do artista. Ele mesmo diz sobre o trabalho: "Pensava que Hegel... teria sido muito sensível a este objeto que tem duas funções opostas: ao mesmo tempo, não admitir água (repelir) e admitir (conter). Ele teria ficado satisfeito, creio , ou divertido (como se estivesse de férias) e chamei ao quadro As Férias de Hegel".
A ênfase na obra de Magritte parece estar sempre ligada a estimular o pensamento. É uma pintura para filósofos ou, pelo menos, para apreciadores do pensamento filosófico. Era um pintor de idéias, um pintor de pensamentos visíveis, mais do que de assuntos.
O improvável dentro do visual de Magritte
A tela - A Página em branco - uma homenagem de Magritte a Mallarmé que havia escrito sobre a impossibilidade de escrever numa página em branco, a Lua está numa posição inverossímel: na frente e não atrás das folhas.

Sobre a tela seguinte - Carta Branca, Magritte diz:
"Coisas visíveis podem ser invisíveis. Se alguém cavalga por um bosque, a princípio o vemos, depois não, contudo sabemos que está lá. A amazona oculta as árvores e estas ocultam-na também. Todavia os nossos poderes de pensamento abrangem tanto o visível quanto o invisível - eu faço uso da pintura para tornar os pensamentos visíveis".

Na próxima tela, nem o homem alado nem o leão têm a ver com a ponte. Parecem encarar a melancolia daqueles que sabem que a verdadeira vida está sempre em parte alguma, é coisa que não existe. Outra metáfora de Magritte que parece nos dizer que assim como o leão está num ambiente que não lhe pertence, também o homem ao seu lado de asas fechadas parecem sonhar melancolicamente em fugir, voar para outro lugar, fugindo da prisão que o mundo representa.
A este, Magritte deu o nome de A Saudade.
A tela abaixo Magritte deu o nome de O Modelo Vermelho ( Modèle Rouge) e falou o seguinte sobre:
"o problema dos sapatos demonstra quanto as coisas mais assustadoras podem ser feitas para parecerem inofensivas através do poder da negligência. Aqui sente-se que a união do pé humano com um sapato se baseia afinal num monstruoso hábito".


(Golconda - 1953)
Sobre esta tela o próprio Magritte diz:

É um dos quadros mais famosos de Magritte. Ele define-o desta forma: "Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos.
"My painting is visible images which conceal nothing; they evoke mystery and, indeed, when one sees one of my pictures, one asks oneself this simple question 'What does that mean'? It does not mean anything, because mystery means nothing either, it is unknowable."

































